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9 September 2026

Rentabilidade da coloração em salão: o que custa realmente um tubo

Menos visitas, custos a subir, e um serviço de coloração que decide a margem anual do salão.

A coloração é o serviço que faz viver um salão. É também aquele de que se fala com menos clareza, porque mistura três coisas que raramente se somam: o preço de compra do produto, o tempo despendido, e o preço de venda anunciado na cadeira.

Um mercado sob pressão

Em 2023, a União Nacional das Empresas de Cabeleireiro (UNEC) registou uma queda de 3,1% nas visitas das mulheres aos salões em França, em comparação com 2022. Menos visitas não significa apenas menos faturação: significa também um peso fixo — renda, salários, energia — repartido por menos serviços.

Ao mesmo tempo, a coloração continua a ser a base da atividade. Quase sete clientes em cada dez que entram num salão pintam o cabelo. É o serviço que faz voltar de quatro em quatro a seis em seis semanas, aquele que estrutura a agenda, e aquele que decide a margem anual.

O verdadeiro cálculo de uma coloração

Tomemos uma coloração de raiz clássica. O custo de matéria soma o tubo, o oxidante, a proteção, eventualmente o cuidado de finalização. O custo de tempo soma a aplicação, a pausa e o enxaguamento — dos quais apenas uma parte mobiliza realmente o profissional.

A maioria dos salões conhece o seu preço de venda e estima o seu tempo. Muito menos sabem dizer, ao cêntimo, quanto lhes custa um tubo aplicado. É, no entanto, aí que se joga a diferença entre dois salões vizinhos que praticam o mesmo preço.

Uma diferença de um euro no preço de compra de um tubo, em quatrocentas colorações por ano, representa quatrocentos euros de margem. Em mil e quinhentas, torna-se um mês de encargos.

Baixar o preço de compra ou subir o preço de venda?

As duas alavancas existem, e não se excluem — mas não se dirigem ao mesmo salão.

Subir o preço de venda pressupõe vender algo mais do que um serviço: um diagnóstico, uma especialização, uma experiência. Isso exige uma marca de produto que sustente esse discurso, uma equipa formada, e uma clientela disposta a pagar a diferença. É a lógica de uma coloração premium.

Baixar o preço de compra não significa comprar pior. Significa comprar de outra forma: diretamente, online, sem força comercial a financiar, sem catálogo em papel nem margem intermediária. É a lógica de uma coloração acessível, e protege a rentabilidade sem tocar no preço afixado na montra.

Estas duas lógicas coexistem muitas vezes na mesma cidade, por vezes no mesmo salão, consoante o serviço. É precisamente por isso que uma única marca não consegue responder honestamente a ambas.

Três erros frequentes

Contar o produto sem contar o erro. Uma coloração refeita consome duas vezes o produto, duas vezes o tempo, e muitas vezes a confiança. Um protocolo dominado custa menos do que um desconto comercial.

Negociar um preço de chamariz sem olhar para o que vem a seguir. Um preço de entrada atrativo seguido de um aumento silencioso custa mais do que rende. O critério correto é o preço médio ao longo de doze meses, não o preço da primeira encomenda.

Esquecer o stock. Um stock demasiado alargado imobiliza tesouraria e caduca. Um catálogo reduzido, reabastecido depressa, vale mais do que uma parede de tons usados duas vezes por ano.

O que retemos disto

A coloração não é uma rubrica de despesa: é o motor económico do salão. A questão não é, portanto, pagar o produto mais barato possível, mas saber exatamente quanto custa, quanto rende, e a que clientela corresponde. O resto — a marca, o discurso, o desconto — vem depois.

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